terça-feira, 19 de julho de 2011

Votação para a criação de Santuário no Atlântico Sul é recusado por países caçadores de baleias


CBI possui 89 membros entre defensores e caçadores de baleias / Foto: Guarda La`

A votação para criação de um santuário destinado a cetáceos no Atlântico Sul foi recusada pelos países caçadores de baleia, liderado pelo Japão, nesta quinta-feira, 14 de julho, último dia da sessão anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI).

A iniciativa proposta pela Argentina e pelo Brasil provocou novos temores de tensões. Os delegados japoneses, seguidos pelos islandeses e por vários países africanos e caribenhos, abandonaram a sala de negociação quando o presidente propôs a votação. As negociações prosseguiam a portas fechadas.

CBI

A CBI, única instituição de gestão dos grandes cetáceos, prefere adotar as medidas por consenso para tentar superar as enormes divergências entre os países protetores de baleias e os caçadores (Japão, Noruega, Islândia e seus aliados).

Argentina e Brasil, dois dos 89 membros da comissão, solicitaram a votação da proposta de instaurar um santuário para impedir a caça comercial no Atlântico sul, uma medida mais simbólica que efetiva devido à moratória internacional em vigor sobre a prática.

Durante as discussões o comissário adjunto da delegação japonesa, Joji Morishita, alegou que pensou que “uma votação teria um efeito bastante negativo no bom ambiente que conseguimos criar nesta organização", mas afirmou compreender a importância da proposta. Morishita ainda disse que as delegações dos países caçadores abandonariam a sala para impedir o quórum necessário (45 países) para proceder a votação.

"Não acredito que se acontecesse uma votação isto seria o fim da Comissão Baleeira", defendeu o representante do Brasil, Marcus Paranaguá, que recordou que a proposta do santuário está sobre a mesa desde 2001.

Riscos para cetáceos

A CBI discutiu na segunda-feira, 11 de julho, a problemática dos lixos plásticos na superfície dos oceanos como uma ameaça para as baleias e os golfinhos.

No ano de 1999, uma baleia da espécie Cuvier encalhou com 33kg de plástico no corpo na cidade de Biscarrosse, na França. Outro fato marcante foi registrado em 2008, onde foram encontrados 134 tipos de redes nos estômagos de duas baleias da espécie Cachalote, encalhadas no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos.

"A ameaça dos dejetos de plástico para inúmeros animais marinhos foi estabelecida há tempos, mas a ameaça para as baleias e os golfinhos é menos clara", analisou o autor, Mark Simmonds, cientista-chefe da Sociedade para a Conservação dos Golfinhos e Baleias (WDCS, na sigla em inglês). "Mas já foi estabelecido que esses dejetos podem causar danos aos animais, seja porque os ingerem ou porque ficam enredados neles", concluiu.

Fonte: Ecodesenvolvimento

sexta-feira, 15 de julho de 2011

RESOLUÇÃO CONAMA Nº 429, DE 28 DE FEVEREIRO DE 2011


Dispõe sobre a metodologia de recuperação das Áreas de Preservação Permanente - APPs. 
O Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, no uso das competências que lhe são conferidas pelo inciso VII, art. 8º, da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 e, tendo em vista o disposto na Lei nº 4.771, de 15 de setembro e 1965; no seu Regimento Interno; e no art. 17 da Resolução CONAMA nº 369, de 28 de março de 2006, resolve:
 CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º A recuperação das APPS, consideradas de interesse social, conforme a alínea "a", inciso V, do § 2º do art. 1º do Código Florestal, deverá observar metodologia disposta nesta Resolução.
Parágrafo único. A recuperação voluntária de APP com espécies nativas do ecossistema onde ela está inserida, respeitada metodologia de recuperação estabelecida nesta Resolução e demais normas aplicáveis, dispensa a autorização do órgão ambiental.
CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES
Art. 2º Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:
I - espécie exótica: qualquer espécie fora de sua área natural de distribuição geográfica;
II - espécie exótica invasora: espécie exótica cuja introdução ou dispersão ameace ecossistema, habitat ou espécies e cause impactos negativos ambientais, econômicos, sociais ou culturais;
III - espécie nativa: espécie que apresenta suas populações naturais dentro dos limites de sua distribuição geográfica, participando de ecossistemas onde apresenta seus níveis de interação e controles demográficos;
IV - sistemas agroflorestais - SAF: sistemas de uso e ocupação do solo em que plantas lenhosas perenes são manejadas em associação com plantas herbáceas, arbustivas, arbóreas, culturas agrícolas, e forrageiras, em uma mesma unidade de manejo, de acordo com arranjo espacial e temporal, com diversidade de espécies nativas e interações entre estes componentes.
CAPÍTULO III
DAS METODOLOGIAS DE RECUPERAÇÃO DE APP
Art. 3º A recuperação de APP poderá ser feita pelos seguintes métodos:
I - condução da regeneração natural de espécies nativas;
II - plantio de espécies nativas; e
III - plantio de espécies nativas conjugado com a condução da regeneração natural de espécies nativas.
Art. 4º A recuperação de APP mediante condução da regeneração natural de espécies nativas, deve observar os seguintes requisitos e procedimentos:
I - proteção, quando necessário, das espécies nativas mediante isolamento ou cercamento da área a ser recuperada, em casos especiais e tecnicamente justificados;
II - adoção de medidas de controle e erradicação de espécies vegetais exóticas invasoras de modo a não comprometer a área em recuperação;
III - adoção de medidas de prevenção, combate e controle do fogo;
IV - adoção de medidas de controle da erosão, quando necessário;
V - prevenção e controle do acesso de animais domésticos ou exóticos;
VI - adoção de medidas para conservação e atração de animais nativos dispersores de sementes.
Parágrafo único. Para os fins de indução da regeneração natural de espécies nativas também deverá ser considerado o incremento de novas plantas a partir da rebrota.
Art. 5º A recuperação de APP mediante plantio de espécies nativas ou mediante plantio de espécies nativas conjugado com a condução da regeneração natural de espécies nativas, deve observar, no mínimo, os seguintes requisitos e procedimentos:
I - manutenção dos indivíduos de espécies nativas estabelecidos, plantados ou germinados, pelo tempo necessário, sendo no mínimo dois anos, mediante coroamento, controle de plantas daninhas, de formigas cortadeiras, adubação quando necessário e outras;
II - adoção de medidas de prevenção e controle do fogo;
III - adoção de medidas de controle e erradicação de espécies vegetais ruderais e exóticas invasoras, de modo a não comprometer a área em recuperação;
IV - proteção, quando necessário, das espécies vegetais nativas mediante isolamento ou cercamento da área a ser recuperada, em casos especiais e tecnicamente justificados;
V - preparo do solo e controle da erosão, quando necessário;
VI - prevenção e controle do acesso de animais domésticos;
VII - adoção de medidas para conservação e atração de animais nativos dispersores de sementes; e
VIII - plantio de espécies nativas conforme previsto nos §§ 1º e 2º deste artigo.
§ 1º No caso de plantio de espécies nativas, mesmo quando conjugado com a regeneração natural, o número de espécies e de indivíduos por hectare, plantados ou germinados, deverá buscar compatibilidade com a fitofisionomia local, visando acelerar a cobertura vegetal da área recuperada.
§ 2º Para os fins de condução da regeneração natural de espécies nativas também deverá ser considerado o incremento de novas plantas a partir da rebrota.
§ 3º Em casos excepcionais, nos plantios de espécies nativas, observado o disposto no § 1º, na entrelinha, poderão ser cultivadas espécies herbáceas ou arbustivas exóticas de adubação verde ou espécies agrícolas exóticas ou nativas, até o 5º ano da implantação da atividade de recuperação, como estratégia de manutenção da área em recuperação, devendo o interessado comunicar o início e a localização da atividade ao órgão ambiental competente que deverá proceder seu monitoramento.
§ 4º Nos casos onde prevaleça a ausência de horizontes férteis do solo, será admitido excepcionalmente, após aprovação do órgão ambiental competente, o plantio consorciado e temporário de espécies exóticas como pioneiras e indutoras da restauração do ecossistema, limitado a um ciclo da espécie utilizada e ao uso de espécies de comprovada eficiência na indução da regeneração natural.
§ 5º Será admitido, como prática de apoio à recuperação, o plantio consorciado de espécies nativas perenes produtoras de frutos, sementes, castanhas e outros produtos vegetais, sendo permitida sua utilização para extração sustentável não madeireira.
§ 6º No caso de empreendimentos de utilidade pública ou interesse social, o órgão ambiental competente poderá, excepcionalmente, mediante projeto técnico, autorizar o aproveitamento do banco de sementes e de plântulas exclusivamente das áreas de vegetação nativa autorizadas para supressão, para fins de utilização, na mesma fitofisionomia, dentro da mesma bacia hidrográfica como método complementar Capítulo IV Das Disposições Finais
Art. 6º As atividades de manejo agroflorestal sustentável praticadas na pequena propriedade ou posse rural familiar, conforme previsto no Código Florestal, poderão ser aplicadas na recuperação de APPs, desde que observados:
I - o preparo do solo e controle da erosão quando necessário;
II - a recomposição e manutenção da fisionomia vegetal nativa, mantendo permanentemente a cobertura do solo;
III - a limitação do uso de insumos agroquímicos, priorizando-se o uso de adubação verde;
IV - a não utilização e controle de espécies ruderais e exóticas invasoras;
V - a restrição do uso da área para pastejo de animais domésticos, ressalvado o disposto no art. 11 da Resolução CONAMA Nº 369/06;
VI - a consorciação com espécies agrícolas de cultivos anuais;
VII - a consorciação de espécies perenes, nativas ou exóticas não invasoras, destinadas à produção e coleta de produtos não madeireiros, como por exemplo fibras, folhas, frutos ou sementes;
VIII - a manutenção das mudas estabelecidas, plantadas e/ou germinadas, mediante coroamento, controle de fatores de perturbação como espécies competidoras, insetos, fogo ou outros e cercamento ou isolamento da área, quando necessário.
Art. 7º A recuperação de APP não poderá comprometer a estrutura e as funções ambientais destes espaços, especialmente:
I - a estabilidade das encostas e margens dos corpos de água;
II - a manutenção dos corredores de flora e fauna;
III - a manutenção da drenagem e dos cursos de água;
IV - a manutenção da biota;
V - a manutenção da vegetação nativa;
VI - a manutenção da qualidade das águas.
Art. 8º A recuperação de APP, em conformidade com o que estabelece esta Resolução, bem como a recuperação de reserva legal, é elegível para os fins de incentivos econômicos previstos na legislação nacional e nos acordos internacionais relacionados à proteção, à conservação e ao uso sustentável da biodiversidade e florestas ou de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Art. 9º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
FRANCISCO GAETANI
Presidente do Conselho
FONTE: CONAMA

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Calculadora Ecológica


Você já parou para pensar o quanto o seu estilo de vida contribui para a degradação do meio ambiente? Realmente é um pouco difícil saber, mas é aí que entra essa calculadora ecológica. A partir de algumas informações sobre o seu estilo de vida ela mostra a sua parcela de culpa no desgaste dos recursos naturais do planeta.
A análise começa perguntando o tipo de alimentação que você costuma fazer. Se come carne vermelha ou peixe diariamente, se compra alimentos nacionais ou importados e por aí vai. A outra etapa é sobre os seus bens materiais. Ou seja, com qual frequência você troca seus eletrônicos, quanto você gasta comprando roupas durante o mês, por exemplo. E diversas outras perguntas relacionadas a temas diferentes.
Ao fim do questionário, o site mostra uma série de resultados. No nosso teste, o planeta precisaria se regenerar mais de uma vez por ano para suprir o estilo de vida sem que haja consequências graves ao meio ambiente. Uma coisa bacana é que além do resultado, o site também ensina algumas maneiras para você ser mais amigo da natureza. Ainda é possível publicar o teste no Twitter ou no Facebook.
E aí, quer dar uma forcinha para a natureza? Então acesse agora o link que está acima desse texto e melhore as suas práticas ambientais!
http://www.oeco.com.br/calculadora

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Educação Ambiental em alta no CEA


Alunos da Escola Municipal Júlio Branco, do município de Barra Mansa no Bairro KM 4, visitaram o Centro de Educação Ambiental, instalado em uma Área de 30 ha, com 17 hectares de Mata Atlântica em preservação, sob os cuidados da OSCIP - Associação Ecológica Piratingaúna.

Eles foram recepcionados pela coordenadora do CEA – Centro de Estudos Ambientais Júlio Branco, Bióloga Valéria de Almeida. Eles conheceram o s viveiros que produzem espécies nativas da Mata Atlântica para reflorestamento.

O Centro de Educação Ambiental é uma verdadeira “sala de aula” ecológica ao AR livre e está sendo constantemente preparado para atender todos os que visitam o CEA..É um espaço construído dentro dos conceitos de respeito à natureza e deve se tornar uma área de troca de informações socioambientais. “Ter uma aula dentro de um Centro de Preservação, em um espaço cheio de vida ao redor, é um grande atrativo para os estudantes”, desta vez recebemos os pequeninos de desde a creche até ao sete anos de idade. Todos ficaram extasiados ao aprenderem sobre como produzir uma muda de espécie nativa e a preservação ambiental.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Preparo e uso da calda bordalesa


A calda bordalesa é uma das formulações mais antigas e mais eficazes que se conhece, tendo sido descoberta quase por acaso, no final do século XIX, na França, por um agricultor que estava aplicando água com cal para evitar que cachos de uva de um parreiral próximo de uma estrada fossem roubados. Logo, percebeu-se que as plantas tratadas estavam livres da antracnose. Estudando o caso, um pesquisador chamado Millardet descobriu que o efeito estava associado ao fato do leite de cal ter sido preparado em tachos de cobre. A partir daí, desenvolveu pesquisas para chegar à formulação mais adequada da proporção entre a cal e o sulfato de cobre.
Folha de limoeiro tratada com Bordalesa
Como preparar a calda bordalesa:
A formulação a seguir é para o preparo de 10 litros; para fazer outras medidas, é só manter as proporções entre os ingredientes.
a) Dissolução do sulfato de cobre:
No dia anterior ou quatro horas antes do preparo da calda, dissolver o sulfato de cobre. Colocar 100 g de sulfato de cobre dentro de um pano de algodão, amarrar e mergulhar em um vasilhame plástico com 1 litro de água morna;
b) Água de cal:
Colocar 100 g de cal em um balde com capacidade para 10 litros. Em seguida, adicionar 9 litros de água, aos poucos.
c) Mistura dos dois ingredientes:
Adicionar, aos poucos e mexendo sempre, o litro da solução de sulfato de cobre dentro do balde da água de cal.
d) Teste da faca:
Para ver se a calda não ficou ácida, pode-se fazer um teste, mergulhando uma faca de aço comum bem limpa, por 3 minutos, na calda. Se a lâmina da faca sujar, isto é, adquirir uma coloração marrom ao ser retirada da calda, indica que esta está ácida, devendo-se adicionar mais cal na mistura; se não sujar, a calda está pronta para o uso.
Usos da calda bordalesa:
A calda bordalesa é recomendada para o controle, entre outras doenças e parasitas, de míldio e alternaria da couve e do repolho, alternaria do chuchu, antracnose do feijoeiro, pinta preta e queima do tomate, murchadeira da batata, queima das folhas da cenoura etc. Também é usada em frutíferas, como figueira, parreira, macieira etc. Na diluição a 1% acima descrita, seu uso é recomendado para plantas adultas.
Em mudas pequenas e em brotações novas, deve-se aplicar essa calda mais diluída, misturando-se uma parte de calda bordalesa para uma parte de água;
Para mofos da cebola e do alho e mancha da folha da beterraba (cercosporiose), usa-se uma diluição de 3 partes de calda para uma parte de água. Convém lembrar que a calda bordalesa perde a eficácia com o passar do tempo, por isso deve ser usada até, no máximo, três dias depois de pronta. Evitar a aplicação em épocas muito frias, sujeitas à ocorrência de geadas.
Esta é a mais famosa das caldas cúpricas. Se não fosse a ação cáustica que o sulfato de cobre exerce sobre as plantas e a facilidade com que é lavado pela água das chuvas, bastaria derretê-lo em água e pulverizar. Torna-se necessário adicionar cal para contornar estes inconvenientes e obter um preparado com suficiente poder destruidor sobre os parasitas, razoável duração do seu efeito protetor e nenhuma ação prejudicial às plantas. A calda bordalesa é admitida na horticultura biológica, sendo talvez um dos meios mais eficazes de combate às pestes.
Eduardo Wernech
Presidente - OSCIP

Frases e Pensamentos – O que fizemos hoje pelo Meio Ambiente!!!


"O simples fato de que a mensagem talvez nunca seja recebida não significa que não valha a pena ser enviada." - Segaki
"Algumas pessoas podem rir de mim porque eu tentei e não consegui, mas com certeza eu rirei muito mais porque elas nunca tentaram" - Darcy Ribeiro
"A utopia est lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". - Eduardo Galeano
"A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo.” - Merleau-Ponty
“É preferível mil vezes afrontar o mundo estando de acordo com a sua consciência que afrontar a sua consciência para ser agradável ao mundo. Tudo está bem com você, mesmo que tudo pareça estar completamente errado, se tem paz interior. Inversamente, tudo está errado com você, mesmo que exteriormente tudo pareça estar bem, se não está em paz com sua consciência.” – Mahatma Gandhi
"Para evitar críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada !" - Elbert Hubbard
"Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas." - Charles Chaplin
“A vida é uma oportunidade de ousar." – Clemenceau
“A maior missão do homem é dar à luz a si mesmo, é tornar-se aquilo que ele é potencialmente.”- Erich Fromm
"Existir é mudar, mudar é amadurecer, amadurecer é criar a si próprio infinitamente." - Henri Bergson
“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maior parte das pessoas não faz mais do que existir.”- Oscar Wilde
"A felicidade não é a recompensa da virtude, mas a própria virtude; não nos deliciamos com a felicidade pelo fato de refrearmos nossos apetites sensuais, mas, pelo contrário, por nos deliciarmos com eles, somos capazes de refreá-los."- Spinoza
"Há pessoas que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido" - Confúcio
Um velho índio descreveu certa vez em seus conflitos internos: "Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Os dois estão sempre brigando..." Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: "Aquele que eu alimentar" - Autor desconhecido
"A natureza faz do homem um ser natural. A sociedade faz dele um ser social. Somente o homem é capaz de fazer de si um ser livre." - Rudolf Steiner
"Não são nossas habilidades que revelam quem realmente somos, são as nossas escolhas." - Harry Potter e a Câmara Secreta
“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.” - William Shakespeare
"Nenhum pássaro voa alto demais se voar com suas próprias asas" - William Blake]
"Dai-nos forças, Senhor, para aceitar com serenidade tudo o que não possa ser mudado. Dai-nos coragem para mudar o que pode e deve ser mudado. E dai-nos sabedoria para distinguir uma coisa da outra." - Almirante Hart
“Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo o que plantamos.” - Provérbio Chinês
"Começamos a envelhecer quando as lamentações tomam o lugar dos sonhos !" - John Barrymore
"Se choras por não ver o Sol, as tuas lágrimas impedir-te-ão de ver as estrelas" – Tagore
"Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto aguardam a grande felicidade." - Pearl S. Buck
“O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.“ - William George Ward
“Nunca ore suplicando cargas mais leves, e sim ombros mais fortes.” - Philips Brooks
“Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço.” - Dave Weinbaum
“Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se! Você quer ser feliz para sempre? PERDOE!” - Tertuliano
"Só conheço duas coisas infinitas. O universo e a estupidez humana. E mesmo assim, tenho dúvidas sobre o universo". – Einstein
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." - Ruy Barbosa
“Ao dizer alguma coisa, cuide para que suas palavras não sejam piores que o seu silêncio.” - Anônimo
”O erro, meu caro Brutus, não está em nossas estrelas, mas em nós mesmos, que somos imperfeitos." - William Shakespeare
"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, a alcançar triunfos e glória, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta a que se conhece como nem vitória nem derrota." - Roosevelt
"Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros foram." - Grahan Bell
"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para a frente." - Soren Kierkegaard
“Não seja escravo do seu passado. Busque novos oceanos, mergulhe fundo, nade para longe da praia. Quando voltar, estará livre de frustrações, carregando um poder que desconhecia. Isso o fará olhar além das montanhas do medo, em direção a um novo presente.” - Ralph W. Emerson
"Para que repetir os erros antigos quando há tantos erros novos a cometer?" - Bertrand Russel

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Promovendo a Educação Ambiental no CEA

O CEA – Centro de Estudos Ambientais – Júlio Branco, voltado ao estudo de importante ecossistema presente no município de Barra Mansa, como a mata atlântica, possui infraestrutura básica necessária ao funcionamento e desenvolvimento de atividades educativas. Além de oferecer atividades de educação ambiental, como cursos, palestras e de reaproveitamento de materiais, visitas guiadas de escolas e grupos organizados, promoção de eventos de cunho educativo e comemorativo de datas especiais, entre outros. Dentre as suas ações, articulação e promoção de parcerias com entidades comunitárias, projetos e programas atuantes nestas comunidades; atividades educativas diversas para os públicos formal (escolas) e informal (comunidades). Recebemos esta semana cerca de trinta alunos da Escola Municipal do Distrito de Antônio Rocha devidamente acompanhados de suas professora e monitoras, onde na oportunidade a Bióloga Valéria de Almeida, responsável técnica pelo projeto, ministrou palestra e os ensinou a técnica de produção de Mudas Nativas da Mata Atlântica, desde a germinação até a trasplantação dos tubetes para as sacolas, onde as mudas irão crescer e rustificar, daí irão para o campo e serão plantadas. Foi um momento gratificante, pois teve a participação ativa dos alunos de faixa etária de 07 a 12 anos que empolgados, fizeram inúmeras perguntas e questionamentos. Desta forma esperamos continuar contribuindo para a recuperação da Mata Atlântica e levando ensinamentos as crianças. Vale ressaltar que a OSCIP – Associação Ecológica Piratingaúna, possui Termo de Parceria também com o UBM e recebe alunos da universidade que além de estágios, têm realizados estudos de mapeamento de fauna e flora no CEA – Centro de Estudos Ambientais – Júlio Branco.

Eduardo Wernech
Presidente OSCIP

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Rio + 20 uma nova oportunidade para cidades.


Esquerda: Raphael - Engº Fausto - Profº. Pedro Aranha - Bióloga Valeria e Eduardo Wernech
Como palestrante da primeira reunião do comitê da Rio+ 20 no Vale do Paraíba, fui orador da palestra sobre o papel da sociedade civil na Conferência sobre o desenvolvimento Sustentável conhecida como Rio+20, promovida pela OSCIP-Associação Ecológica Piratinguaúna, na ACIAP-BM - Associação Comercial de Barra Mansa.
Apresentei um breve histórico do processo de participação que teve inicio em 1968 com a criação do Clube de Roma, produziu um documento propondo os limites do crescimento em nosso planeta que foram reafirmados na primeira conferência sobre meio ambiente em Estocolmo em 1972. Quase 20 anos depois em 1987 as Nações Unidas proporam um novo grupo que estabeleceu o conceito de desenvolvimento sustentável e foi responsável em parceria com a Assembleia Geral da ONU pelo organização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento a Rio 92, que estabeleceu critérios para construção de um novo paradigma para seculo XXI através de tratados e de uma estrutura de planejamento chamado agenda 21.
Mais uma vez somos novamente convidados construir novos conceitos sobre governaça e economia temas centrais da Rio+ 20 e a presença da Vice prefeita de Barra Mansa Ruth Coutinho,nos criou a oportunidade de discutir um novo futuro para cidade através da implementação de políticas públicas para sustentabilidade na região do Vale do Paraíba, tendo o Município como referência positiva para a localidade.
A Economia Verde tema central da Rio +20 pode ser uma alternativa para região mitigando os impactos gerados pelo modelo de desenvolvimento imposto, que não respeito os direitos básicos do seres humanos gerando uma grande ausência justiça socioambiental na região do Vale do Paraíba.
Concluímos nossa palestra com a implementação do Comitê da RIO+20, e com a presença da Vice prefeita de Barra Mansa Ruth Coutinho, afirmamos a possibilidade de uma nova gestão na política de desenvolvimento local com a intenção de transformar  Barra Mansa, ser a primeira cidade brasileira sustentável dentro das novas diretrizes para segunda década desse novo milênio.
Pedro Aranha e ambientalista e membro do grupo de trabalho sobre Governança Ambiental da Nações Unidas. E Eduardo Wernech, Presidente da OSCIP – Piratingaúna.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Carro elétrico faz de zero a 100 km/h em 2,9 segundos


Pouco se sabe sobre a montadora coreana Leo Motors, mas ela trabalha em um super carro elétrico capaz de superar em desempenho o Roadster da Tesla, até o momento o carro elétrico mais rápido que se tem notícias. A montadora coreana garante que o carro será lançado até o final deste ano.
A Leo Motors diz que o LZ-1 tem desempenho impressionante. A sua velocidade máxima poderá chegar a 260 quilômetros por hora, torque máximo de 68 kg/m gerados por motor elétrico de 240 kW, capaz de ir de zero a 100 km/h em apenas 2,9 segundos.
Para se ter uma idéia do que isso significa, basta ver que o Tesla Roadster alcança velocidade máxima 200 kilômetros por hora, e um torque máximo de 40 kg/m com motor elétrico 215 kW (vai de zero a 100 km/h em 4,9 segundos). Ambos os carros tem autonomia de cerca de 400 kilômetros.
Leo Motors também desenvolverá LZ-1H, um veículo híbrido plug-in que utiliza uma mistura de hidrogênio e GLP para abastecer o gerador do super carro e continuar a fornecer energia para a bateria. Usando esta tecnologia, espera-se que LZ-1H tenha autonomia de 900 kilômetros.
A Leo Motors está fazendo os últimos ajustes nos chassi do carro, que deverá entrar em produção em breve. O veículo ainda não teve sua foto revelada, mas a montadora revelou alguns veículos protótipos no Salão Automóvel de Seul no ano passado (ver foto ao lado). - Fonte: The Green Website 

TEC-VE 2011
Nos dias 21 e 22 desta semana, ocorrerá em Brasília no hotel Royal Tulip o seminário brasileiro sobre tecnologia para veículos elétricos. Para ver a programação ou fazer inscrição basta acessar http://tecve.com.br/. O evento é de realização da ABVE – Associação Brasileira de Veículos Elétricos e BESC – Banco do Estado de Santa Catarina. Vamos apoiar para que o Brasil adote o veículo elétrico a exemplo do vem fazendo muitos outros países. 

Nissan promove evento no Rio de Janeiro
A montadora Nissan apresentou na última quinta ‘a noite a imprensa local, o lançamento da versão carioca do Nissan Inova Show, sabe-se que o evento ocorrerá em 30 cidades no Brasil. O Nissan Inova Show, estará aberto ao público neste final de semana, no Via Parque Shopping, Barra da Tijuca e revelará as novidades da marca, entre eles os modelos Leaf e March. Vá conferir que vale a pena. 

Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

segunda-feira, 20 de junho de 2011

OSCIP – Piratingaúna inicia produção de mudas de seringueiras


Geração de renda para a comunidade
Seringueiras em germinação
Em parceria com o ITeB - Instituto Tecnológico da Borracha e o Instituto Educa Mata Atlântica, sob a coordenação da Bióloga Valeria de Almeida, a OSCIP - Associação Ecológica Piratingaúna, deu inicio a produção de mudas de seringueiras em caráter experimental em viveiro implantado no bairro Km4 no CEA – Centro de Estudos Ambientais Júlio Branco, como sabemos a seringueira é uma planta de origem brasileira (hevea brasiliensis), porém na época da colonização, os ingleses levaram suas sementes para suas colônias na Ásia, onde a planta se desenvolveu muito bem, e, por isso, atualmente os paises asiáticos são responsáveis por mais de 80% da produção mundial de borracha. Há aproximadamente 270 anos, a seringueira passou a ser conhecida pelo mundo civilizado por meio dos índios, mas para o mundo comercial não tinha valor porque com o calor ela melava e com o frio quebrava, até que Charles Goodyear descobriu, acidentalmente, a vulcanização com enxofre, daí por diante a borracha passou a ser utilizada comercialmente em muitos produtos que fazem parte da vida cotidiana como pneus, luvas, chupetas, sapados, entre outros. Toda borracha natural produzida no país e no mundo é consumida da seguinte maneira: Indústria pneumática, como o próprio nome já diz, produção de pneus e da Indústria leve, é tudo que não seja pneumático, como por exemplo, camisinha, bexiga, chupeta, acessório para o carro, solado de sapato, entre outros. Existem dois tipos de borracha, a natural é que vem da seringueira e a sintética que é derivada do petróleo. Num pneu comercial, o mínimo que tem que se colocar de borracha natural para total segurança do veículo é 30%, os outros 70% é formado por fios de aço e outros agregados mais a borracha sintética. Nunca conseguiram fazer em laboratório nenhuma borracha sintética que tivesse as mesmas características da natural e quanto mais próximo chegaram mais caro ficou o custo para sua produção. A borracha natural é mais resistente ao atrito, temperaturas altas e tem melhor elasticidade, por isso que os pneus de alta performance como os de fórmula 1 e os pneus utilizados e em aviões de grande porte são 100% de borracha natural. Além do que as seringueiras poderão ser plantadas em consorciamento com as mudas nativas da Mata Atlântica para recuperação de Áreas degradadas e gerar emprego e renda para as comunidades do entorno.
Eduardo Wernech
Presidente da OSCIP
Associação Ecológica Piratingaúna

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Recomenda a adoção de práticas sustentáveis no âmbito da Administração Pública


Pergunta que não quer calar, será que a sua cidade está atendendo a esta recomendação, se não estiver, é hora de cobrarmos uma atitude.
RECOMENDAÇÃO No 12, DE 08 DE JUNHO DE 2011 

Recomenda a adoção de práticas sustentáveis no âmbito da Administração Pública.

O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto no 99.274, de 6 de junho de 1990, alterado pelo Decreto no 3.942, de 27 de setembro de 2001, e tendo em vista o disposto no art. 2o, inciso XVI de seu Regimento Interno; e Considerando a existência da Agenda Ambiental na Administração Pública-A3P, programa coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, que tem como princípio a inserção de critérios socioambientais na Administração Pública, recomenda:

Art. 1o Aos órgãos e entidades do Sistema Nacional do Meio Ambiente-SISNAMA a adoção de normas e padrões de sustentabilidade, de modo a orientar a aquisição, a utilização, o consumo e a gestão dos recursos naturais e bens públicos, observando as seguintes diretrizes:
I - uso racional dos recursos naturais e bens públicos;
II - gestão adequada dos resíduos gerados;
III - qualidade de vida no ambiente de trabalho;
IV - sensibilização e capacitação dos servidores;
V - licitações sustentáveis; e
VI - construções sustentáveis. 

§ 1o Aos órgãos e entidades do SISNAMA, nas suas respectivas esferas de atuação, o incentivo e a orientação para a adoção das normas e padrões de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental pelas demais entidades das três esferas de governo e no âmbito dos três poderes. 

§ 2o Aos órgãos e entidades do SISNAMA a constituição de comissão interna ou equivalente, composta preferencialmente por membros de diferentes setores, para implementação das diretrizes mencionadas nesta recomendação, tendo como objetivo:
I - sensibilizar e promover a capacitação dos servidores;
II - realizar diagnósticos;
III - elaborar e implementar projetos e atividades;
IV - desenvolver processos de avaliação e monitoramento; e
V - divulgar e tornar públicos os resultados. 

Art. 2o Aos órgãos e entidades do SISNAMA a consulta ao programa “Agenda Ambiental na Administração Pública-A3P”, disponível no Sítio Eletrônico do Ministério do Meio Ambiente <www.mma.gov.br>, para a implementação das diretrizes de sustentabilidade mencionadas nesta recomendação. 

IZABELLA TEIXEIRA
Presidente do Conselho
Fonte: Ministério do Meio Ambiente / CONAMA

terça-feira, 14 de junho de 2011

Código Florestal, sociedade converge para proposta do Diálogo Florestal

Repassando, artigo sobre recente pesquisa de opinião sobre o processo de revisão do Código Florestal, no qual se destaca o amplo apoio às propostas indicadas pelo DIÁLOGO FLORESTAL.
 
Código Florestal, sociedade converge para proposta do Diálogo Florestal.
 
A pesquisa de opinião realizada pelo Datafolha forneceu novos elementos para o debate público sobre o Código Florestal brasileiro. Esta foi feita por solicitação das organizações Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, Imaflora, Imazon, Instituto Socioambiental, SOS Mata Atlântica e WWF-Brasil. Foi aplicada entre os dias 3 e 7 de junho de 2011, com 1.286 entrevistas e margem de erro de 3 pontos porcentuais, para o nível de confiança de 95%. A notícia com a síntese do resultado da pesquisa, assim como a sua versão integral podem ser encontradas em http://www.imaflora.org/index.php/noticia/detalhe/164 - Primeiro, vale destacar o grau de informação e conhecimento da sociedade sobre o tema. As mudanças no código aprovadas na Câmara Federal são conhecidas pela maioria dos entrevistados (62%), sendo que 41% afirmam estar mais ou menos informados, 15% mal informados e apenas 6% se consideram bem informados sobre as mudanças. Conhecimento - Todavia, tendo razoável conhecimento sobre o assunto e somente um nível de informação superficial, a sociedade brasileira tem opinião sobre a matéria. Para as oito perguntas realizadas que se referiam a uma posição sobre o tema, a resposta “não sabe” teve no máximo 5% de respostas. Para a maioria, ficou entre 2% e 3%. Isto sugere um alto interesse popular sobre o assunto e a necessidade de qualificar e aumentar a capilaridade do debate. A sociedade brasileira parece se interessar pelo Código e as suas consequências para o nosso País. Portanto, a construção da lei a ser discutida no Senado não deve se limitar ao Congresso, mas se expandir para mais fóruns do nosso País. Em segundo lugar, se destaca o descolamento do projeto de lei aprovado pelos deputados federais da opinião popular. O resultado confirma a distância de Brasília dos anseios da nossa população. O projeto de lei aprovado cria possibilidades para novos desmatamentos, não promove a restauração de ecossistemas convertidos para uso agropecuário em áreas de importância ecológica. Além disso, incentiva a impunidade em nosso país, ao aprovar a anistia e a moratória do desmatamento no campo. Recado - Como será descrito em seguida, o recado das ruas discorda muito da maioria destes pontos. A pesquisa nos dá a esperança de uma mudança no futuro, quando 84% dos entrevistados afirmam que não votariam em parlamentares que votaram a favor da isenção de multas e punições para quem desmatou ilegalmente. Logo, aproveite para conferir o voto do seu deputado sobre o projeto de lei em http://www.camara.gov.br/internet/votacao/mostraVotacao.asp ideVotacao=4648&numLegislatura=54&codCasa=1&numSessaoLegislativa=1&indTipoSessa   Legislativa=O&numSessao=123&indTipoSessao=E&tipo=partido<http://www.camara.gov.br/internet/votacao/mostraVotacao.asp ideVotacao=4648&numLegislatura=54&codCasa=1&numSessaoLegislativa=1&indTipoSessa Legislativa=O&numSessao=123&indTipoSessao=E&tipo=partido> Finalmente, ao apontar para uma recusa à moratória e à anistia do desmatamento, o perdão dos desmatadores ilegais somente aos que se propuserem a recuperar as florestas, que se deve priorizar a proteção das florestas e rios mesmo que, em alguns casos, isso prejudique a produção agropecuária e que nas áreas de preservação permanente deveriam ser mantidas somente atividades agropecuárias que segurem o solo e não representem riscos de acidentes; a pesquisa aponta uma convergência entre a opinião pública e a proposta do Diálogo Florestal. Esta proposta, lançada em 24 de março, foi construída em um trabalho de oito meses, visando consenso entre organizações da sociedade civil e o setor produtivo. Foi assinada originalmente por 34 ONGs e 30 empresas de base florestal e já recebeu a adesão de diversas outras entidades do movimento socioambiental e de empresas com uma política de responsabilidade social empresarial. A proposta do Diálogo Florestal e a lista das entidades que a assinaram estão em http://www.dialogoflorestal.org.br/legislacao/codigo-florestal/ Pontos - O texto da proposta detalha 16 pontos de consenso para a revisão do Código, com destaque para os seguintes temas, que convergem para o resultado da pesquisa de opinião: não à anistia e à moratória do desmatamento; manutenção dos critérios de áreas de preservação permanente de áreas ripárias e a possibilidade de cultivo de espécies perenes lenhosas em topos de morro e encostas. Deve-se manter os porcentuais atuais para as Reservas Legais, mas será possível incorporar as áreas de APP, desde que isto não resulte em liberar áreas para desmatamento. Será possível compensar a Reserva Legal por meio de servidão, cotas e doação para Unidades de Conservação ainda não regularizadas. Considera que deve haver um Cadastro Ambiental Rural. Por último, aponta que deve haver incentivos econômicos para a efetiva implementação do Código. Desta forma, espera-se que uma legislação ambiental moderna e que promova a conservação, alinhada com instrumentos de remuneração por serviços ambientais, e combinada com uma política agrícola e econômica coerente com este objetivo, seja também um estímulo a implementação da nova lei por parte do setor produtivo. Temos estudos da Universidade de São Paulo demonstrando que a proposta do Diálogo não constrange a expansão da área cultivada e o aumento da produção nacional. Portanto, uma nova lei que considere a proposta do Diálogo e a opinião popular, combinada com outros instrumentos econômicos, não apresenta um risco à produção, ao preço dos alimentos ou ao crescimento nacional. Pelo contrário, é uma enorme oportunidade para o Brasil assumir a liderança mundial na agenda de desenvolvimento global, passando a ser um país digno de receber o mundo na Conferência Rio +20. 
 
**/Luis Fernando Guedes/****/ Pinto/**//, engenheiro agrônomo e doutor em Agronomia pela Esalq-USP, com diversos trabalhos publicados sobre certificação e sistemas de produção agrícola, é gerente de certificação agrícola do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).// <http://www.imaflora.org/> 
**Luis Fernando Guedes Pinto* | Certificação Agrícola


terça-feira, 7 de junho de 2011

Greve dos bombeiros do Rio ganha apoio nacional e mobiliza deputados

Vamos apoiar galera.
 Por: Anderson Carvalho e Karina Fernandes 06/06/201
Jornal O Fluminense
Caravanas de outros estados estão sendo organizadas em solidariedade ao movimento. Frente parlamentar entra em defesa e ameaça trancar pauta se militares não forem soltos


O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que também preside a Associação Nacional de Praças (Anaspra), o deputado Patrício (PT), afirmou nesta segunda-feira, em discurso em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde durante todo o dia estiveram concentrados centenas de bombeiros, que estã  o sendo organizadas caravanas de bombeiros de diversos estados do País para se solidarizarem com os militares presos no Rio de Janeiro. Mais de 400 bombeiros que invadiram o quartel central da corporação, no Rio, estão presos desde sexta-feira. Nesta segunda-feira, houve manifestação também em Charitas.
“Em todos os estados onde houve manifestação de policiais e bombeiros aconteceram prisões, a exemplo do Rio. Mas, em todos os casos, o governador teve que voltar atrás. A partir de quarta-feira, nós começaremos a mobilizar policiais militares e bombeiros do Brasil inteiro. Vamos mandar caravanas para o Rio negociar com o governador”, afirmou.
Deputados do Rio decidiram criar uma frente parlamentar em defesa da categoria e prometem trancar a pauta se não forem soltos os bombeiros.
“Vamos brecar a pauta da Alerj a semana inteira enquanto eles não forem soltos”, disse o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).
O novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões disse nesta segunda-feira que vai negociar a respeito das reivindicações dos bombeiros, mas que, na questão das prisões, cabe à Auditoria de Justiça Militar julgar o caso individualmente.
“Os bombeiros foram autuados por motim, danos ao patrimônio público e impedimento de prestação de socorro, tipificados no Código Penal Militar”, esclarece.
No sábado, 439 bombeiros foram presos pela Polícia Militar após a invasão do quartel central da corporação. Viaturas e instalações foram danificadas e o atendimento à população foi impedido. Para conter os mais de mil manifestantes que, segundo o Governo do Estado, estavam armados, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado.
Nesta segunda-feira, a Auditoria encaminhou o caso para o Ministério Público Estadual dar seu parecer sobre a legalidade da prisão. A Associação de Cabos e Soldados dos Bombeiros do Estado informou que irá pedir habeas corpus pela soltura dos que estão presos.
Respondendo a denúncias, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio (OAB-RJ) fez, nesta segunda-feira, visitas surpresas ao Grupamento Especial Prisional (GEP) dos bombeiros, em São Cristóvão, e à 3ª Policlínica do Corpo de Bombeiros de Niterói, em Charitas, onde estão presos os militares. Segundo a presidente Margarida Pressburger, nenhuma violação dos direitos humanos foi detectada durante a passagem da equipe. Ela alerta, no entanto, que o prédio só tem infraestrutura para 80 pessoas e está com mais de 500. Dez banheiros químicos foram instalados em Charitas, que recebe 400 presos.
Nesta terça-feira, os bombeiros pedem que a população use vermelho em apoio ao movimento. Quem quiser pode colocar uma fita vermelha na roupa ou no carro.

domingo, 5 de junho de 2011

Dia Mundial do Meio Ambiente e a Rio + 20


O dia mundial do meio ambiente que corresponde ao dia 5 de junho, foi criado para a conscientização e Preservação Ambiental. Tal ocorrência teve início durante o ano de 1972, na Suécia, quando então passou a ser considerado pela Conferência das Nações Unidas, como o maior evento realizado em prol do Meio Ambiente Mundial. A partir de então diversos países em todo o mundo, incluindo o Brasil, passaram a computar em seus calendários esta importante data, como forma de conscientização e Educação Ambiental das pessoas. Portanto, abra a sua mente para aquilo que faz bem às nossas florestas e comemore o dia mundial meio ambiente com respeito e preservação ao nosso querido planeta. No próximo ano vamos realizar a Rio + 20 que foi lança esta semana e como símbolo do lançamento da Rio+20, o monumento do Cristo Redentor foi iluminado de verde no início da noite, ao fim do encontro. Durante o lançamento da logomarca oficial, representantes do governo, do Congresso Nacional e ativistas ambientais ressaltaram a importância da discussão em torno do Código Florestal, em tramitação no Senado. A expectativa dos organizadores é que a conferência reúna 120 chefes de Estado e tenha a participação de 50 mil pessoas. O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, disse que o lançamento da Rio 20 acontece paralelamente à discussão, no Senado, do Código Florestal e ressaltou que o mundo está acompanhando o resultado final da votação no Senado. “Hoje, no diálogo internacional, a pergunta que nos fazem é para onde o Brasil vai e o que está fazendo? A questão da liderança pelo exemplo não tem como ser evitada. Nós temos que fazer o nosso dever de casa, buscando um código moderno, que integre desenvolvimento e preservação. A Rio 20 já começa na discussão do Código Florestal e de como preservar a sociedade de assassinatos de militantes ambientalistas na Amazônia”, disse Gaetani. O secretário-geral da ONU para a Rio+20, Sha Zukang, era a presença mais aguardada do encontro, mas não conseguiu chegar a tempo e participou por vídeoconferência. “Nunca antes foi tão urgente compartilhar iniciativas. Não poderemos dar respostas imediatas para todos os problemas, mas podemos provocar a união para enfrentar melhor os problemas”, afirmou Zukang.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Produção de lixo cresce 6,8% no Brasil

Enquanto a produção de lixo continua a aumentar, os programas de coleta seletiva não avançam na mesma proporção

AE | 26/04/2011 13:22 - Agencia Estado

A produção de lixo está em crescimento no Brasil, mas tanto a correta destinação dos resíduos quanto os programas de coleta seletiva não avançam na mesma proporção. Em 2010, o País produziu 195 mil toneladas de resíduos sólidos por dia, um aumento de 6,8% em relação a 2009, quando foram geradas 182.728 toneladas.
Ao longo de 2010, o montante chegou a 60,8 milhões de toneladas de lixo. Dessas, 6,5 milhões não foram coletadas e acabaram em rios, córregos e terrenos baldios. Do total de resíduos produzidos, 42,4%, ou 22,9 milhões de toneladas/ano, não receberam destinação adequada: foram para lixões ou aterros controlados (que não têm tratamento de gases e chorume).
Os programas de coleta seletiva também não avançaram na mesma medida: dos 5.565 municípios brasileiros, 3.205 têm alguma iniciativa de coleta seletiva. Em 2009, eram 3.152 - uma alta de apenas 1,6%, aquém do crescimento da produção de resíduos.
Os dados fazem parte do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2010, levantamento anual realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), entidade que reúne as empresas de coleta e destinação de resíduos. O estudo será divulgado nesta terça-feira (26), em São Paulo, e tem como base informações prestadas por prefeituras de 350 municípios.
Lixões
Embora 61% dos municípios brasileiros ainda destinem os resíduos de forma inadequada, os lixões têm data marcada para serem eliminados. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em dezembro de 2010, prevê a extinção dos lixões até 2014. Para Silvano Silvério Costa, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, o prazo para adequação dos municípios é factível. "O Brasil precisa trabalhar para cumprir a lei. Se depender do governo federal, a PNRS será feita no prazo estipulado", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.